sábado, 12 de novembro de 2011

Bambas Dois (Brasil-Jamaica)


Sonzeira de primeira!
Um embalo dos batuques brasileiros com a cadência swingada jamaicana, se assim pode-se dizer. Reggado a bambas e biritas!
Xote in Reggae de muito bom gosto!

Download: http://www.filesonic.com/file/2719256364

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pedaços dizimados da minha carne se contentam com a espera tua.
Os risos, os gestos, os toques, os arrepios e a saliva se projetam de mim em ti e imagéticos se tornam todos os segundos em que me habitas a mente. Também me habitas a pele em total desatino.
Sinto tua falta, não como quem se desespera, ou como quem amputa. Sinto tua falta como quem se delicia em saudade.
Carrega-me contigo, pássaro-poesia. Alcança-me breve com o buliçoso do teu vôo.
Chega mais perto de mim!

enquanto sinto...

"Porque há desejo em mim, é tudo cintilância.
Antes, o cotidiano era um pensar alturas
Buscando aquele outro decantado
Surdo à minha humana lagradura
Visgo e suor, pois nunca se faziam
Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo
Tomas-me o corpo. E que descanso me dás!
Depois das lidas. Sonhei penhascos
Quando havia um jardim aqui ao lado.
Pensei subidas onde não havia rastros.
Extasiada, fodo contigo
Ao invés de ganir diante do Nada."

Hilda Hilst, Do desejo

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Dentro das horas latentes de profunda inundação de mim em mim, as imagens dos teus gestos me sossegam de mim. Me afugentam de mim.

Meu amor é teu.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Copacabana

Lá fora, abaixo dos meus pés, o barulho dos carros, a agonia das horas e o torpor das ondas do mar sucumbem ao caos as minhas saudades mais pérfidas.
Meus dedos vergados sobre letras tentam amenizar o desespero ácido que palpita em meu peito e que responde pelo nome de ausência.

"ausência 
s. f.
1. Estado ou circunstância de não estar presente.

2. Tempo que dura a ausência.

3. Falta de comparência.

4. Carência. "


O meu suor congelado busca altivez nas extremidades táteis. A melancolia já estancou a espera.

sábado, 30 de julho de 2011

Alessandra Leão - Dois Cordões


Talvez o melhor disco de música regional que já ouvi nos últimos tempos. Excelentemente bem produzido, com uma mistura de elementos harmônicos à percussão típica de rítmos populares.
Suavidade e peso dos tambores em total sincronia e justaposição, além do sotaque pernambucando lindo que a voz de Alessandra Leão traz.

É incrível!

http://www.4shared.com/file/4xspFNyY/02__Alessandra_Leo_-_Dois_cord.htm

domingo, 24 de julho de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

ao bem

Toda espera, todo vagar de segundo nesse tempo inteiro fez inflar o amor posto em mim pelos olhos dela. Olhos vistos ligeiramente e que se faziam imagéticos e profundos.
A lembrança daquela moça bela tão imersa na leitura de um puto escritor qualquer, me roubava os sentidos e me compelia à distração num ponto absorto.
A distância era como um amontoado de torturas físicas e mentais - o corpo pedia o corpo dela e a alma o amor contido nela.
E o destino, o acaso, os contra-tempos, brincavam com minhas ansiedades, embora a trazendo pra cada vez mais perto, mais perto, mais perto... Tão perto que já sinto o toque das mãos e o movimento cálido da língua!
Ahhh!
Bom é amá-la de perto. Amá-la de longe me enchia o peito, mas de mãos vazias. Isso era como ver de longe pássaros que não pousavam perto.

E toda a palidez de minhas horas deram vazão à um frenético luzir de fogos de artificio coloridos irradiando alegria em mim.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Aos amantes do choro, 70 anos de Pixinguinha


O que teria eu a dizer sobre o disco, sendo que originalmente quem faz a apresentação na capa é Jacob do Bandolim?
É, enfim, uma obra-prima e uma pequena mostra em 12 faixas do que é a genialidade de Pixinguinha.

E como finalizara Jacob na apresentação: Viva Pixinga!

http://www.4shared.com/file/rKq3RyDe/Pinxinguinha_70_anos.htm


domingo, 10 de julho de 2011

transubstanciar-se

Esmaguei sob julgo todo pavio do meu cigarro. Ali, o resumo de minhas alterações começaram a se esvair em sincronia às cinzas já debruçadas e mortas. A vida me voltava.
Fora de mim nada mais existia, além de um amontoado de textos rabiscados num papel com pensamentos postos e desejos transubstanciados.
A partir de então, todo resto, em mim, se imantava a todo suplemento que supracita a felicidade de estar aqui, de estar com meu amor, de estar com as mãos sobre intermináveis possibilidade de sons e, sobretudo, sonhos dentro destes sons.

Pisando devagar na casca desse chão.

sábado, 9 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

frio.

frio. eis a acentuação de mim.
não o frio que me arrepia, ou que traveste minhas expectativas.
o frio da ausência é o que me mata.
lá fora o dia se acinzenta e goteja, tal qual meus pensamentos na lembrança dela. tal qual a distância dela na agonia minha.
agonia dela.
o frio também me veste de impotência. ou seria a impotência a me vestir de frio?
o frio se extende e parte de lá, chega aqui e me sufoca, me aperta a goela, me dilacera.
o frio vem dela.
o frio que vem sob efeito da movimentação do ar se extingue com a delicadeza do cobertor de bolinhas.
o frio dela me desespera.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Prumo

Eu descia as escadarias do beco Catarina Mina enquanto observava longe um dos blocos de paralelepípedo - como tantos outros sucumbidos ao descaso ludovicense - solto e separado de todo contexto de pedras. Naquele momento me atentei de que também eu era uma parte desgarrada da cidade, ou a cidade desgarrada de mim.
Era eu que fugia e seguia o prumo da proa em prol de novo cenário. O meu cenário, se desgarrava também de mim.

Lembrei das toadas de Coxinho, do tambor de Filipe, das rodadas da saia de Dona Roxa, da voz envelhecida de Teté, da cerveja gelada e barata de Dona Lulu, do pôr-do-sol no alto do coreto, da barquinha velha cheia de cofo indo pra Alcântara, das festas no casarão do Laborarte, do gingado do boizinho sobre o seu fiel miolo, da cortina de fumaça dos amigos, do cheiro do couro esquentando na fogueira, da clareira melancólica da João Lisboa, do maracatu rasgando o silêncio e descendo elétrico a Rua do Giz, da zabumbada de Leonardo em tempos de São João, do sobe e desce na capela de São Pedro todo dia 29 de junho, da cachaça da feira da Praia Grande, de Zumbi, de Cazumbá, de São Luís, do meu encantado Maranhão!

Maranhão sou eu. Maranhão sou eu.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Ai de mim...

"Vamos chamar o vento. Vento que dá na vela. Vela que leva o barco. Barco que leva a gente..." - assim cantava ao longe a Mônica Salmaso em reverência ao eterno Dori Caymmi. Assim fugia de mim os pensamentos, que se dissipavam num passeio sobre as ondas sonoras.

Nem sei em que momento decidi viver da imaterialidade dos meu sonhos e me nutrir de elementos tão distantes que me saciavam a fome da alma. Nem sei como isso passou a ter forma, cheiro, cor, gosto e saudade. Tampouco sei até onde meço a força que me sustenta diante de imensidão de surpresas que isso me prepara. Mas sei que a amo - e como a amo!
E quem vai mudar isso? Quais regras? Que suspensão de comportamento? Que moral? Que discurso? Que certeza vã?

O que eu sinto parece muito, medido em contra-reflexo do céu que me acoberta, e imensamente pequeno diante da impotência de não poder tê-la comigo.
Isso de nada vale! De que vale o meu amor?
Eu que aprenda a mágica da cartola e ali faça desaparecer toda a cor dos meus dias.

E sim, é isso mesmo que EU quero?
O que eu quero, afinal?
Ser o mágico que sucumbe ao fim um carinho inocente? Ou ser o amor que insiste em perdurar?

Ai de mim...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Keith Moon, o esquizofrênico


Eternamente insubstituível, e o The Who sabe disso: nem Kenney Jones, nem Simon Phillips, nem Zak Starkey... como Keith Moon nenhum outro!


Moon, the Loon!


Inovador e gigante no que fazia! O maior e melhor esquizofrênico da história!
O melhor de todas as eras do rock!





sábado, 28 de maio de 2011

é o que vejo

do alto, um debruço sobre a janela
me delicio
mangue, água salgada e doce
da morena
anda, suspira, canta uma toada
flor
no cabelo
o universo é agora a flor e um balde d'água
desta vez do mar
que afoga a serpente
é São Luís
o ataque do meu atabaque

segunda-feira, 23 de maio de 2011

e do instante anterior jaz o silêncio que corta meu vazio. e tudo o mais parece se inflar ao mérito de todas as sensações que tu me provocas: são os pássaros que já cantam, a noite que chega, as letras nos meus livros de poesia que se embaraçam, o pensamento que se volta pra ti.                                           
                                                                                               [minha janela ta aberta pra que tu entres. tudo parece teu.]

domingo, 8 de maio de 2011

The Poets Of Rhythm - Practice What You Preach (1992)


É uma pedrada! É no osso e decunforça!

Achei esse grupo de alemães por acaso. Os caras fazem um Hard-Funk bem pesado e tém como principais influências os grupos The Meters e Funkadelic (quer referência melhor que essa, cumpade?).
Funk e groove são as marcas desse disco!

http://www.megaupload.com/?d=UPC1FRGS

terça-feira, 26 de abril de 2011

Segredinhos - Arnaldo Dias Baptista





Segredinhos (2.000 D.C.)

Acrílico sobre tela > 80x64cm
surto. era tarde. por volta das 14:57.
ela me aparece de sutiã. tinha uns fios de cabelo entre os dedos das mãos. trazia consigo a boca vermelha. carmim.
                                                                          [era delírio.
 não tinha ninguém.]

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Lilás

Acordei pálida de um sonho pálido. Não! Admito! Acordei pálida de um sonho lilás. Ali, na confluência entre o azul e o vermelho.
Nem azul, nem vermelho: lilás.
Lilás como as flores do jardim a que o sonho pérfido me elevara.
Que disparate! Logo eu, sucumbida aos desatinos de um sonho... Estacionada nos delírios de um jardim? Flores? Ah, isso não!
Cores, cheiro, sabores... DISSABORES!
Tudo isso jaz no cárcere imaterial do tempo em que eu amei.
Ainda amo. Não admito.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Big Walter Horton - The Soul Of Blues Harmonica (1964)



Bluezão encorpado, violento, visceral, sob comando do gigante Walter Horton!

Esse disco é duca!
http://www.multiupload.com/0OXCFZG6QN

segunda-feira, 14 de março de 2011

Na pedreira

Quando eu pisei nessa terra:
Toque de pé, toque de couro
Mão no tambor
Compasso de martelo, baque de xangô

A força quando diz
Não se há de retrucar
Não se há de redimir
Há de se enfrentar

Rumba, Zumbi, Zabumba
Eu subi na pedra de lá
Daqui ninguem ouviu
Se tremer vai cair, se cair vai levantar

Batucada, barruada, baluada
Lua nessa ode
Vento da ventania que vem de dentro
Se vem de fora se aquieta, ou se debruça, ou se sacode

sexta-feira, 11 de março de 2011

Divagar, devagar...

Se eu soubesse morrer, eu até morria
Se não pudesse cair, até subia
Uma vez escorreguei enquanto descia
Eu era água na ladeira que escorria

Justaposição entre o que pensei e o que dizia
E tudo começou com a música que ouvia
Agora minha mão escrevia
Não tem som, nem poesia

Cadê o sol que eu via?
Aquela luz falsa do dia?
O medo inflado, impiedoso, afligia
Puta que pariu! Era a puta que paria!

Ué! Mas ela nem gemia!
Parece até que nem doía!
A culpa não é daquela que a maçã comia?
Culpada mesmo é a serpente que a convencia

E quem diria...
Certa manhã eu mulher seria
De outra mulher nascia
Tal qual espasmo de pluma em ventania

Aquele pedaço de mundo que engolia
Sem misericórdia salivaria
Eu sou um fato consumado e agora consumia
Já amei Madalenas, hoje sou Maria

(Talita Cavalcante)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Esperanza Spalding


Norte-americana. Jazzista da nova geração. Linda. Compõe, canta e toca muitíssimo bem, com leveza e precisão. Multi-instrumentista. Toca baixo erudito de um jeito delicado e peculiar. É apaixonada pelo Brasil, chegando a inserir em algumas de suas músicas uns traços da musicalidade brasileira ao jazz. Também faz misturas afro-latinas. É apaixonada por Milton Nascimento, tendo gravado com ele a música Apple Blosson e tendo gravado Ponta de Areia, do Milton com Fernando Brant e imortalizada na voz de Elis Regina. Além de gravar também Samba em Prelúdio, de Baden Powell.

Ela é puro encanto!
http://www.4shared.com/file/nqV_oZ_X/Esperanza_Spalding_-_Esperanza.htm
http://www.4shared.com/file/vFHo1cLR/Esperanza_Spalding_-_Junjo.htm


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Nina Becker - Azul e Vermelho (2010)


Ela que começou a ser reconhecida por sua voz cheia de leveza, delicadeza e doçura, cantando com a Orquestra Imperial, teve em 2010 um ano muito importante enquanto propagação de trabalho, lançando, então, os discos Azul e Vermelho.
A construção de ambos conta com uma equipe de feras. Entre eles, Maurício Tagliari, Gabriel Bubu, Luca Raele, Ricardo Dias Gomes, Marcelo Callado, Gustavo Benjão, Roberto Gnattalli, Maria Carolina Cavalcanti, Aquiles Moraes, Everson Moraes, Bidu Cordeiro, Marlon Sette, além das participações especiais de Moreno Veloso e Nelson Jacobina.

A Nina Becker assina nove das vinte faixas que compõem os dois discos e interpreta músicas de uma galera da nova geração, como Domenico Lancelotti, Moreno Veloso, Rubinho Jacobina, Renato Martins, Gustavo Benjão, Nervoso, Quito Ribeiro, Bartolo, Délcio Carvalho, Marcelo Callado e Ricardo Dias Gomes, Rômulo Fróes e Nuno Ramos. E pra dar um toque mais especial ao disco, tem ainda nomes como Jorge Mautner e Nelson Jacobina em duas faixas: Samba Jambo, em Azul, e em Lágrimas Negras, em Vermelho.
Muito bom mesmo!

Azul e Vermelho em:
http://www.4shared.com/file/qn98n5ho/DNA_Nina_Becker__2010_-_Azul_.htm
http://www.4shared.com/file/wwZrml9T/DNA_Nina_Becker__2010_-_Vermel.htm

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Alceu Valença e Geraldo Azevedo - Quadrofônico (1972)


Bicho, esse disco é muito do caramba! É muito roquenrou!
Alceu e Geraldo completamente irreconhecíveis nesse disco, que tem muito da pegada marcante dos anos 70 (o disco é de 1972). As vozes dos figuras são bem diferentes, o som que eles propõem também é bem diferente do que fomos acostumados a ouvir pelos nossos pais e barzinhos a fora e, além de tudo, fazem uma gororoba muito maluca com o baião, frevo, com uma pitada de blues, rock, uma leve menção à psicodelia, pifadas e outras pirações... Sem contar as letras que são de se perder no espaço!

Bem, nem tenho muito o que dizer. Sente essa aí!
http://www.4shared.com/file/v9C4znoq/1972_Quadrofnico___Geraldo_Aze.htm

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Gilberto Gil - Nightingale (1979)


Eu tava cá com os meus botões, pensando na minha ida ao Rio, quando meu pensamento estacionou no show em comemoração dos 70 anos do grande Jorge Mautner.
Naquele palco o Mautner recebia alguns de seus amigos e parceiros de carreira. Dentre eles Gilberto Gil, que, além de algumas outras músicas, tocou Maracatu Atômico e Nightingale, músicas da sua parceria com o Jorge Mautner e que estão no disco Nightingale, me impulsionando a criar esse post.

O disco foi gravado em Los Angeles, 1979, e tudo começou com um convite feito pelo Sergio Mendes para que Gil passasse uma temporada em Los Angeles. No repertório, músicas com novos arranjos e versões em inglês e português e duas música inéditas (Move Along With Me, em inglês, e Samba de Los Angeles, em português). Não sendo, portanto, bem aceito pela crítica estrangeira (uns babacas que na época disseram ter falta de "estilo original" em Gil - pode?).
Por fim, sugiro o deleite do disco que é sensacional e que tem uma boa dosagem de ritmos, além de uma mistura gostosa de leveza e muito groove, ao bom e velho ESTILO ORIGINAL do Gil, que a gringada desconhece.

Então, vamos lá! | http://lix.in/-6e0ae5

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Friday Night In San Francisco - Al Di Meola, McLaughlin e Paco De Lucia


Friday Night In San Francisco, disco com as cordas dos virtuosíssimos Al Di Meola, McLaughlin e Paco De Lucia, é mole?

O barato do disco é justamente essa fusão de três figuras com estilos mega distintos, em alternância rítmica que passa pelo flamenco, jazz, blues... sem contar os solos acústicos que são de perder o fôlego!
Al Di Meola (guitarra acústica), John McLaughlin (guitarra acústica) e Paco de Lucía (guitarra flamenca).


É ducarái!

Sente aí!
http://www.4shared.com/file/AYcPZBj3/Friday_Night_In_San_Francisco.htm