domingo, 12 de agosto de 2012

Nada anestesia tanto quanto ondas de sons propagadas métricas em notas menores, quando é o peito um esmagado de saudade.  
Um quase ópio é o som que inanima. 
Uma quase morte é a falta de quem se ama.



terça-feira, 1 de maio de 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Contigo

Não há, nem sob a maciez de um pingo de chuva que permeia o mar, amor, como o meu, que se deduza ou se exprima por vias de esclarecimento verbal.
É teu. Dele, o conhecimento e exatidão se mostram quando te vejo, quando te sinto e quando brigo com o mundo para que seja possível, enfim.

Não ousaria desistir desta quintessência que me mantém viva e viável.
Ainda que esbravejem, se deleitem em lamúrias, ameacem e maldigam, nada maculará a leveza desse amor, que é teu; eu repito.
Ainda que tentem sucumbir ao caos as horas que seguem, somente ao teu lado a paz é possível.

Me entrelaço em teu corpo como quem se aninha. Me faço tua.

Tuas são as mãos, os sons, as cores, os verbos, a carne, a libido e a fome de vida. Teus são os sabores, as letras, a serenidade e a calma.

E o tempo passa depressa, nem percebo...
Pra sempre ao teu lado.

terça-feira, 6 de março de 2012

Ode. Anacruse. Ritornelo. Princípio. Meio. Sem fim.
Sacode. Sucumbe. Esgota. O fim. Sem começo.
Arranca. Lambe. Rasga. Toca. O som. Silêncio.
A nota. O tom. Partido. A terça. Aumentada. Sustenida. Fudida.

sábado, 12 de novembro de 2011

Bambas Dois (Brasil-Jamaica)


Sonzeira de primeira!
Um embalo dos batuques brasileiros com a cadência swingada jamaicana, se assim pode-se dizer. Reggado a bambas e biritas!
Xote in Reggae de muito bom gosto!

Download: http://www.filesonic.com/file/2719256364

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pedaços dizimados da minha carne se contentam com a espera tua.
Os risos, os gestos, os toques, os arrepios e a saliva se projetam de mim em ti e imagéticos se tornam todos os segundos em que me habitas a mente. Também me habitas a pele em total desatino.
Sinto tua falta, não como quem se desespera, ou como quem amputa. Sinto tua falta como quem se delicia em saudade.
Carrega-me contigo, pássaro-poesia. Alcança-me breve com o buliçoso do teu vôo.
Chega mais perto de mim!

enquanto sinto...

"Porque há desejo em mim, é tudo cintilância.
Antes, o cotidiano era um pensar alturas
Buscando aquele outro decantado
Surdo à minha humana lagradura
Visgo e suor, pois nunca se faziam
Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo
Tomas-me o corpo. E que descanso me dás!
Depois das lidas. Sonhei penhascos
Quando havia um jardim aqui ao lado.
Pensei subidas onde não havia rastros.
Extasiada, fodo contigo
Ao invés de ganir diante do Nada."

Hilda Hilst, Do desejo

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Dentro das horas latentes de profunda inundação de mim em mim, as imagens dos teus gestos me sossegam de mim. Me afugentam de mim.

Meu amor é teu.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Copacabana

Lá fora, abaixo dos meus pés, o barulho dos carros, a agonia das horas e o torpor das ondas do mar sucumbem ao caos as minhas saudades mais pérfidas.
Meus dedos vergados sobre letras tentam amenizar o desespero ácido que palpita em meu peito e que responde pelo nome de ausência.

"ausência 
s. f.
1. Estado ou circunstância de não estar presente.

2. Tempo que dura a ausência.

3. Falta de comparência.

4. Carência. "


O meu suor congelado busca altivez nas extremidades táteis. A melancolia já estancou a espera.

sábado, 30 de julho de 2011

Alessandra Leão - Dois Cordões


Talvez o melhor disco de música regional que já ouvi nos últimos tempos. Excelentemente bem produzido, com uma mistura de elementos harmônicos à percussão típica de rítmos populares.
Suavidade e peso dos tambores em total sincronia e justaposição, além do sotaque pernambucando lindo que a voz de Alessandra Leão traz.

É incrível!

http://www.4shared.com/file/4xspFNyY/02__Alessandra_Leo_-_Dois_cord.htm

domingo, 24 de julho de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

ao bem

Toda espera, todo vagar de segundo nesse tempo inteiro fez inflar o amor posto em mim pelos olhos dela. Olhos vistos ligeiramente e que se faziam imagéticos e profundos.
A lembrança daquela moça bela tão imersa na leitura de um puto escritor qualquer, me roubava os sentidos e me compelia à distração num ponto absorto.
A distância era como um amontoado de torturas físicas e mentais - o corpo pedia o corpo dela e a alma o amor contido nela.
E o destino, o acaso, os contra-tempos, brincavam com minhas ansiedades, embora a trazendo pra cada vez mais perto, mais perto, mais perto... Tão perto que já sinto o toque das mãos e o movimento cálido da língua!
Ahhh!
Bom é amá-la de perto. Amá-la de longe me enchia o peito, mas de mãos vazias. Isso era como ver de longe pássaros que não pousavam perto.

E toda a palidez de minhas horas deram vazão à um frenético luzir de fogos de artificio coloridos irradiando alegria em mim.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Aos amantes do choro, 70 anos de Pixinguinha


O que teria eu a dizer sobre o disco, sendo que originalmente quem faz a apresentação na capa é Jacob do Bandolim?
É, enfim, uma obra-prima e uma pequena mostra em 12 faixas do que é a genialidade de Pixinguinha.

E como finalizara Jacob na apresentação: Viva Pixinga!

http://www.4shared.com/file/rKq3RyDe/Pinxinguinha_70_anos.htm